A Obra do Espírito Santo
João 16:4b-11
Os discípulos estavam afligidos e angustiados pela dor. A única coisa que sabiam era que perderiam a Jesus.
Entretanto, Jesus lhes disse que, em última instância, isso era o melhor que lhes podia suceder porque quando Ele fosse embora viria o Espírito Santo, o Consolador.
Enquanto Ele tivesse corpo não podiam levá-lo a todas partes, sempre deveriam despedir-se; enquanto tivesse corpo não podia chegar à mente, ao coração, convencer os homens do mundo inteiro, estava confinado pelas limitações humanas do espaço e do tempo.
Pelo contrário, no Espírito não existiam as limitações. Em qualquer lugar que vá o homem, o Espírito o acompanha; o Espírito chama os homens em toda parte do mundo.
A vinda do Espírito seria o cumprimento da promessa: “Eis que eu estou convosco todos os dias até o fim do mundo.” (Mateus 28:20, TB). O Espírito seria uma companhia ininterrupta aos homens, e o seria para sempre. Daria ao pregador cristão poder e efetividade em qualquer lugar que falasse.
Aqui nos encontramos com uma síntese quase perfeita da obra do Espírito. Para referir-se a tal obra João emprega a palavra elegchein.
Esse termo não tem tradução exata em nenhuma palavra de nosso idioma. É empregada para referir-se ao interrogatório que se faz a uma testemunha, ou a alguém que é julgado ou a um opositor durante uma discussão.
Sempre implica a ideia de interrogar alguém até que vê e reconhece seus enganos ou aceita o peso de algum argumento que não viu antes.
Os gregos, por exemplo, costumam empregar esta palavra para referir-se à ação da consciência sobre a mente ou o coração de alguém.
É evidente que tal interrogatório pode ter dois resultados: pode condenar o acusado pelo crime que cometeu ou pelo mal que fez, ou pode convencê-lo da debilidade de sua posição e a força da posição a qual se havia oposto até esse momento.
Nesta passagem precisamos ter em mente ambos os sentidos: condenar e convencer. Agora vejamos o que diz Jesus que fará o Espírito Santo.
1. O Espírito Santo condenará os homens por seu pecado.
Quando os judeus crucificaram a Jesus não criam que cometiam pecado; pensavam que estavam servindo a Deus. Entretanto, quando, mais adiante, pregava-se a história dessa crucificação se compungiram de coração (Atos 2:37).
Quando lhes foi apresentado o relato, eles tiveram repentinamente a terrível convicção de ter pecado, convenceram-se de que a crucificação foi o crime mais tremendo da história e que quem o provocou tinha sido seu pecado.
O que é o que dá ao homem o sentido do pecado? O que é o que faz com que o homem se sinta pequeno ao defrontar-se com a cruz?
Conta-se que um missionário relatava a história de Cristo em uma aldeia indígena utilizando slides projetados sobre a parede branqueada de uma das casas da aldeia.
Quando passou a imagem da cruz um índio se adiantou, como se alguma força incontrolável o impulsionasse e exclamou: "Desce! Sou eu quem deveria estar ali, não você."
Não podemos conhecer nossa necessidade de um Salvador se carecermos do sentido de pecado. Por que a imagem de um homem crucificado como um criminoso faz dois mil anos na Palestina comove e abre os corações dos homens ao longo dos séculos até nossos dias?
Essa é a obra do Espírito Santo. A influência do Espírito Santo no coração do homem o condena por seu pecado.
2. O Espírito Santo convencerá os homens da justiça.
O que significa isto? Seu significado se esclarece quando vemos que os homens se convencerão da justiça de Jesus Cristo.
Crucificaram a Jesus como se fosse um criminoso. Julgaram-no, acharam-no culpado, os judeus o viram como um herege malvado e os romanos como um personagem perigoso.
Deram-lhe o castigo que deviam padecer os piores criminosos, marcaram-no como um delinquente e um inimigo de Deus.
O que foi o que mudou as coisas? O que levou os homens verem o Filho de Deus nesse homem crucificado como sucedeu ao centurião (Mateus 27:54) e a Paulo no caminho a Damasco (Atos 9:1-9)?
Quando pensamos nisso, é surpreendente que os homens depositem sua confiança eterna em um criminoso judeu crucificado.
O que é que convence os homens que este judeu crucificado é o Filho de Deus?
Essa é a obra do Espírito Santo.
É o Espírito Santo quem convence os homens da absoluta justiça de Cristo, apoiada pelo fato da ressurreição de Jesus e de sua volta ao Pai.
3.O Espírito Santo convence os homens do juízo.
Sobre a cruz está condenado, julgado e derrotado o mal.
O que é o que nos faz sentir o que só podemos chamar o perigo de Deus?
O que é que enfrenta o homem com a certeza do juízo?
Por que o homem não tem que fazer o que quiser?
O que é que o faz sentir seguro de que tem o juízo pela frente?
Essa é a obra do Espírito Santo.
O Espírito Santo é quem nos outorga a convicção interior e inamovível de que todos deveremos nos defrontar com o juízo de Deus.
Blogger:
Carlos Rodrigues dos Santos,
Casado pai de família e evangélico desde a infância;
Bacharel em Engenharia Elétrica pela UNESA,
no estado do Rio de Janeiro, RJ.
Professor de escola bíblica desde 2006,
Casado pai de família e evangélico desde a infância;
Bacharel em Engenharia Elétrica pela UNESA,
no estado do Rio de Janeiro, RJ.
Professor de escola bíblica desde 2006,
ministrando na ICNV, no bairro de Sepetiba, RJ.
Criador de conteúdo digital focado em assuntos teológicos,
aplicados a vida cristã, sendo um deles, o Estúdio EBD,
idealizado durante o curso de formação teológica
Criador de conteúdo digital focado em assuntos teológicos,
aplicados a vida cristã, sendo um deles, o Estúdio EBD,
idealizado durante o curso de formação teológica
no Instituto Betel Brasileiro.
Santa Cruz, Rio de Janeiro, RJ.
Santa Cruz, Rio de Janeiro, RJ.
Bênção!
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